Instituto Jonia Ranali

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sábado, 29 de dezembro de 2012

IMATURIDADE ACABA COM QUALQUER CASAMENTO


VOCÊ SABIA QUE A PSICANÁLISE RESOLVE?
O casamento é uma meta que todas as pessoas almejam. Mas, na atualidade com a primeira frustração em relação à pessoa amada, os casais partem para a separação, e se se unirem novamente, repetirão as mesmas falhas, e as frustrações irão ficando cada vez maiores.
O principal fator que precipita esses acontecimentos é o fato de que nossos pais – na maioria das vezes fantasiosamente nos frustram em algumas ou muitas coisas. Mas, geralmente isso acontece dentro do processo da educação e nós tendemos a confundir tudo. Crescemos, casamos e quando se repetem as frustrações com nossos cônjuges, é como se elas batessem naquela tecla inicial, e um acontecimento que poderia ser superficial ou periférico e uma boa conversa "entre adultos" resolveria, por causa das frustrações infantis ficam tremendamente potencializadas pelo passado.
O IDEAL SERIA RESOLVER ESSES RELACIONAMENTOS INFANTIS, E ESSE É O GRANDE CAMPO DE ATUAÇÃO DA PSICANÁLISE (MINHA PAIXÃO): solucionar as causas para que não tenhamos mais problemas atuais.
O MUNDO ATUAL, MUITO COMPETITIVO, LEVA-NOS A FRUSTRAÇÕES EXCESSIVAS E AS PESSOAS QUE MAIS SOBRECARREGAMOS, SÃO AS MAIS PRÓXIMAS, COMEÇANDO PELOS CÔNJUGES. Tendemos a esperar que estes satisfaçam nossas expectativas de realizações, como se eles pudessem preencher nossos vazios, buracos, depressões que são oriundos de nossa infância.
Costume dizer que se quisermos ir para a frente e triunfarmos, temos que voltar a infância e resolver o que lá ficou.
Mas, existem alguns truquezinhos que podemos usar para os relacionamentos não acabarem.
Um deles é que cada um dos cônjuges tenha atividade no trabalho ou em seu lazer, extremamente prazerosas, e assim sendo ficam mais tolerantes, menos exigentes e usufruem o que há de bom na união. Pessoas realizadas profissionalmente são, em geral, dóceis e pacientes.
O segundo "truque" são os hobbies. Algo que nos satisfaz muito são coisas ligadas ao nosso físico: ginástica localizada, jogo de futebol, vôlei, yôga, caminhadas, andar de bicicleta.
É muito importante tomarmos um bom cuidado com a parte alimentar, pois quando estamos satisfeitos com nossos corpos, quando nos admiramos e nos respeitamos, sem exageros, já estamos com mais de meio caminho andado para sermos compreensivos, tolerantes e bons ouvintes com nossos cônjuges, e poderemos incentivá-los a fazer o mesmo que nós, pois não estaremos depositando neles as nossas expectativas de realização, e OS CÔNJUGES TORNAN-SE MAIS MADUROS E TOLERANTES COM AS LIMITAÇÕES DO OUTRO E AS NECESSIDADES DE COLOCAREM NO OUTRO SUAS EXPECTATIVAS DE REALIZAÇÕES FICAM BEM REDUZIDAS.

JONIA RANALI

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

MUSSOLINI, FASCISMO E HOMOSSEXUALIDADE

Mussolini, ex-agitador revolucionário, fundou seu partido fascista em 1919, recrutando oficiais que voltavam da primeira guerra mundial, e que eram impacientes, audaciosos e violentos. Eles não discutiam com os oponentes, assassinavam-nos. Incendiavam cooperativas e sindicatos, atacavam comícios adversários com granadas e circulavam ameaçadores em gangues de automóveis e caminhões.

Mussolini tornou-se o homem mais popular da Itália.
O fascismo foi um movimento basicamente teatral e retórico, arrastando multidões para a cerimônia entusiástica de ódio e poder.


FORAM TAMBÉM ESSENCIALMENTE MACHISTAS, IMPREGNADOS, PORTANTO DE UM FUNDO HOMOSSEXUAL INCONSCIENTE. NELES, O CULTO DA DISCIPLINA, DA VIOLÊNCIA E DA CAMARADAGEM MASCULINA, ASSOCIAVA-SE AO RELEGAMENTO DA MULHER AO PAPEL DE REPRODUTORA E "DESCANSO DO GUERREIRO".
Esse viés homossexual latente, não percebido conscientemente, transformava-se, por isso mesmo, num ódio irracional e pânico aos homossexuais.


O ódio ao homossexual e o desprezo pela mulher – mascarado sob a forma de respeito à mãe e à esposa – eram, entretanto algo muito mais profundo do que opiniões políticas. Trata-se de emoções generalizadas na sociedade que os fascistas exploraram como exploraram o anti-semitismo – notando-se que o judeu também era apresentado como sexualmente corrupto e corruptor.


ESSAS EMOÇÕES NÃO MORRERAM COM A MORTE DAS ORGANIZAÇÕES FASCISTAS, SOBREVIVERAM À NOSSA VOLTA, ESPERANDO SÓ OPORTUNIDADE DE SE MANIFESTAR.
Em abril de 1945, o exército guerrilheiro anti-fascista, os "PARTIGIANI" desceram das montanhas, expulsando para sempre os alemães e os fascistas.


Mussolini, fuzilado, foi pendurado pelos pés num posto de gasolina em Milão. E, entre a multidão enfurecida que cuspia em seu cadáver havia, com certeza, gente que em 9 de maio de 1938 o aplaudira com o coração batendo triunfalmente no peito.


JONIA RANALI

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

PROBLEMAS DE AJUSTAMENTO ENTRE CÔNJUGES



         O problema da idade ideal para o casamento é muito influenciado por fatores sócio culturais, pelas necessidades psico emocionais dos parceiros, exercício profissional, falta de responsabilidade,  autonomia, e posição social entre outros.
         Muitos pensam em casamento "por que chegou a hora", "por que todos casam", e antes havia similaridades entre os casais, como tendência para casamento entre pessoas da mesma religião, raça e classe sócio cultural.
         Mas, o tempo passou e tudo se modificou, acarretando uma violenta transição nos costumes sociais e as pessoas passaram a orientar-se por sentimentos e caprichos na escolha dos cônjuges, relegando as considerações de bom senso para um segundo plano e está havendo uma deliberada inclinação à união de indivíduos díspares: na origem, no status, no nível cultural e social, na inteligência e nas necessidades psico emocionais. E, hoje, por conta disso dificilmente encontramos um casamento bem sucedido, com cônjuges capacitados e um ajustamento eficiente, dotados de boa comunicação, conscientes de suas responsabilidades e preparados para enfrentar os obstáculos naturais de uma estrutura familiar.
         Mas, mesmo assim, maridos e mulheres tendem, com o tempo à similaridade de seus valores e existe hoje um sentimento de colaboração conjugal cada vez maior e seus traços de personalidade tendem a uma comparativa semelhança, com o passar dos anos, notando-se ainda que se estabelece um certo clima de respeito pelas tendências diversas que cada cônjuge apresenta.
         Problemas sexuais na vida conjugal são muito mais frequentes do que se imagina: maridos mais calmos e estáveis tem muita dificuldade de aceitar esposas mais ativas e mais exigentes. Por seu lado, esposas mais sociáveis e mais ativas afetivamente criam problemas com seus esposos mais retraídos socialmente.
         E, também são criados problemas pelas semelhanças nos traços característicos da personalidade: maridos e mulheres igualmente dominantes, igualmente egoístas, igualmente submissos.
         Homens e mulheres casados tendem a tornar-se na vida conjugal aquilo que desejariam ser e procuram aplicar um no outro, o mesmo critério.
         Existem tendências diversas em homens e mulheres, pois os primeiros são mais fortes fisicamente, sexualmente mais impulsivos e agressivos, tem mais valores econômicos e científicos, sendo, em geral mais dominantes e prepotentes em seus relacionamentos; e as mulheres são mais emotivas, tem mais valores artísticos, religiosos e morais e são mais cordiais e dedicadas em seus afetos e relacionamentos.
         APESAR DISSO, O CASAMENTO REPRESENTA UMA SÉRIE DE ADAPTAÇÕES QUE, EM POUCOS CASOS, REALIZAM INTEIRAMENTE O SONHO CONJUGAL.
         E, na maioria das vezes acabamos sendo aquilo que os outros esperam de nós: a família, o cônjuge, a sociedade, o sistema, etc., por que se assim não fizermos teremos que enfrentar as penalidades correspondentes.
         Ainda algo sobre o estado emocional do cônjuge: encontramos com frequência cônjuges vítimas de fobias, depressões, síndrome do pânico e geralmente o cônjuge mais sadio tem dificuldades de aceitação, havendo mesmo tentativa de ocultar o problema dos vizinhos, amigos e familiares, e por esse motivo esses problemas permanecem sem tratamento, até se tornarem evidentes e incontroláveis.
         Bem, esse é só um pequeno ensaio sobre problemas de relacionamentos e ajustamentos entre cônjuges.

JONIA RANALI

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Importante: PASSAR UM TERÇO DA VIDA DORMINDO



         É muito importante as horas que passamos dormindo e as imagens elaboradas nesse período, para o equilíbrio humano.
         Embora poucos se lembrem ao acordar, todos sonhamos. Isto por que o sonho representa a possibilidade de realizarmos um desejo, que aparece deformado, sem sentido aparente. O sonho é apenas a manifestação alterada de uma realidade vivida pela pessoa, desde sua vida intrauterina, e ninguém, nem o próprio sonhador consegue decifrar o sentido daquelas imagens, sem um trabalho de livre verbalização, que a Psicanálise usa.
         O sonho é a exteriorização mais verossímil do inconsciente. E, as pessoas experimentam em sonhos as mais fortes sensações de amor, sexo, ódio e medo.
         Geralmente sonhamos de noventa em noventa minutos após adormecer. O primeiro sonho da noite dura 10 minutos, ampliando lentamente essa duração nas fases seguintes, chegando até quarenta minutos.  As pessoas com depressão tendem a sonhar menos.
         Não só o sonho é vital, como as horas em que dormimos profundamente, chamadas de sono reparador, são fundamentais para o equilíbrio do ser humano.
         O sono se divide em cinco fases distintas: adormecimento, sono leve, duas fases de sono profundo e uma de sono paradoxal, que é o sonho. E, é nas etapas de SONO PROFUNDO QUE O ORGANISMO REALIZA O TRABALHO DE SÍNTESE DAS PROTEÍNAS.  Se a criança não atingir essa fase, poderá sofrer de nanismo – interrupção ou redução do crescimento – e, nos adultos, a consequência é a fadiga constante, e isso é muito comum com os alcoólatras, pois o álcool inibe o sono profundo, causando o cansaço.
         De nada vale também dormir o dia todo para compensar a noite, nem "varar" a noite estudando para a prova do dia seguinte, pois essas trocas são perigosas e prejudicam o organismo.
         O homem não é uma máquina e quando ele rompe as barreiras impostas pelo meio ambiente, sua saúde sofre. Os vigias noturnos e pessoas que substituem o dia pela noite tem 50% a mais de probabilidade de problemas cardíacos. E as tripulações de voos internacionais que trocam constantemente de fuso horário, têm 200% a mais de possibilidades de adquirirem úlcera estomacal.
         Pessoas que dormem mais tem temperamento artístico e quem dorme menos tende a ser mais ativo e enérgico.
         Mas, não há qualquer lei rígida sobre as horas de sono necessário:  uma criança recém-nascida dorme em média 17 horas;  aos 60 e 65 anos são suficientes cinco a seis horas.
         Os adultos em geral, consomem oito horas de seu dia dormindo, o que não significa que quem dispenda seis ou dez horas nessa atividade seja anormal.

JONIA RANALI

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Por que a gente faz tanta fofoca?


                             
Hoje em dia falar mal de vida alheia chama-se fofoca, mas há algumas décadas era "maledicência", algo muito sério.           
Existe uma antiga história, que por vezes é contada de maneira diferente, mas vamos vê-la como tradicionalmente está descrita: Uma senhora, ao confessar os pecados ao padre, contou de suas maledicências, e como penitência teve que subir à torre da igreja e, de lá, esvaziar um travesseiro cheio de penas.           
A senhora fez o combinado e depois voltou ao padre que lhe aplicou a segunda parte da penitência: recolher todas as penas que havia espalhado pela cidade. E, ela protestou: era impossível obedecer.           
O padre lhe explicou, então, que também seria impossível "recolher" as consequências do que ela havia dito de forma fútil.         
Os nossos impulsos, independentemente de surtirem resultados positivos ou negativos, são normais, mas um dos impulsos inconscientes, que mais se realizam na fofoca, é a inveja. Podemos destruir, com ela a reputação de outra pessoa. Trocando inconfidências, ela satisfaz sua inveja, mas VOCÊ NÃO CRESCE. E qual é o nosso propósito maior neste planeta? CRESCER emocionalmente, espiritualmente...        
 Mas, por que se faz fofoca? Para satisfazer desejos reprimidos inconscientes: a própria inveja, a agressividade, o afeto e outros. E, no caso da agressividade ao invés de assumir que está com raiva, agredir a outra pessoa, e depois tentar conversar para se entenderem, a agressividade sai através da fofoca. Com isso o ser perde a oportunidade de crescer, desperdiçando a energia positiva da agressividade, que quando canalizada transforma-se em produtividade para si e para os semelhantes, e ainda destrói a reputação alheia.           
E, a história da Raposa e as Uvas é um bom exemplo do desejo afetivo reprimido: a raposa tentava alcançar as belas uvas, e sem consegui-lo, afasta-se, dizendo: "Estão verdes". Mas em seguida ao cair uma folha, ela se volta ansiosa. Da mesma forma, a fofoca pode ser a manifestação da uva verde: como não tenho acesso aquilo que desejo, finjo não me interessar por ele. Mas, passo a menosprezá-lo através da fofoca, perdendo a chance de lutar pelo que quero.       
A fofoca, teoricamente falando, é um relaxamento do superego, que é a nossa censura interior – parte moral – que permite que a maledicência deixe de ser considera uma coisa muito séria. E ela também tornou socialmente aceita a necessidade que certas pessoas tem de satisfazer impulsos inconscientes profundamente destrutivos.          
Também existem fofocas nos meios de comunicação.
E, como existem... Os meios de comunicação podem divulgar uma falsa notícia, como a de que o presidente vai ser operado. A bolsa cai sete pontos. Será que a fofoca não foi criada para quem pretendia lucrar alguns milhões? Esse tipo de notícia plantada prejudica os investimentos da bolsa e o desenvolvimento do país.        
   Existe ainda o caso de uma pessoa que ao ouvir um elogio a uma moça bonita, logo diz: "Pudera..." e na cabeça do outro fica a pergunta: "Pudera o que"? A moça bonita que havia despertado o elogio, tem reputação maculada, enquanto o fofoqueiro só satisfaz a sua inveja.           
Como a inveja pode ser corrigida? Aprendendo, como aqui explico, que a inveja é um ato de satisfação dos desejos inconscientes (reprimidos), e depois olhando para dentro de si mesmo e verificando qual o impulso reprimido que se está satisfazendo. E, saber que virando as costas, você, como todos os ausentes, também será alvo das fofocas.

JONIA RANALI – Psicanalista, docente em Psicanálise, Hipnoterapeuta.

Certo dia adentrou na loja uma certa "senhora bastante obesa", e de cara a minha amiga pensou que não tinha nada na loja na numeração dela. Se sentiu apreensiva e constrangida naquela situação, vendo a senhora percorrer as araras em busca de algo que minha amiga sabia que ela não encontraria.
Ficou angustiada, porque não queria que a senhora se sentisse mal pelo tamanho das peças de roupas, se sentindo excluída e fazendo a questão sobre o seu sobrepeso vir à tona de forma implícita.
A senhora se dirigiu à minha atendente e disse :
“É... não tem nada grande, não é?
E a minha amiga, sem até aquele momento saber o que diria, simplesmente abriu os braços de uma ponta a outra e lhe respondeu:
“Quem disse??? Claro que tem!! Olha só o tamanho desse abraço! - E a abraçou com muito carinho.
A senhora então se entregou àquele abraço acolhedor e deixou-se tomar pelas lágrimas exclamando:“Há quanto tempo que ninguém me dava um abraço.”
E chorando, tal qual uma criança a procura de um colo, lhe disse:“Não encontrei o que vim buscar, mas encontrei muito mais do que procurava".
E naquele momento, através dos braços calorosos de minha amiga, Deus afagou a alma daquela criatura, tão carente de amor e de carinho.
Quantas almas não se encontram também tão necessitadas de um simples abraço, de uma palavra de carinho, de um gesto de amor.
SERÁ QUE DENTRO DE NÓS, SE PROCURARMOS NO NOSSO BAÚ, LÁ NAS PRATELEIRAS DA NOSSA ALMA, NO ESTOQUE DO NOSSO CORAÇÃO, TAMBÉM NÃO ACHAREMOS ALGO “GRANDE” QUE SIRVA PARA ALGUÉM?

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012


FAÇA, MAS "FAÇA MESMO" – VALE A PENA
UMA EXPERIÊNCIA PARTICULAR E REAL

            Tem alguns anos, quando eu era bem jovem e estava na fase de filhos muito pequenos, trabalhava num Centro Espírita chamado "Razin". Estava desenvolvendo o meu trabalho nesse local e lia muito a respeito de espiritismo, pois fazia Evangelhos antes dos trabalhos de passes, e por esse motivo possuía muitos livros espíritas.
            Meu então marido – hoje estou divorciada – tinha ido há dias atrás para o Rio de Janeiro com o pai, pois uma prima dele havia perdido o marido e os três filhos do casal em um acidente, quando o carro em que estavam pegou fogo na estrada e os quatro morreram carbonizados.

            Estávamos perto do Natal e um dia eu estava no quintal brincando com meus filhotes e chegou a Marilene – a prima dele que havia sofrido aquele infortúnio - com o pai dela para nos visitar. Trouxe presentes para as minhas crianças. Eu não a conhecia. Mas que moça linda. Bem alta, corpo como se diz hoje "sarado", loira e com encantadores olhos claros.
            Essa gatinha havia perdido a mãe há meses atrás e agora só restavam ela e o pai no Rio de Janeiro. Vieram ver todo o resto da família que morava aqui em São Paulo.
            Conversamos muito, ela me contou de todo o acontecido, estava desesperada  e sem perspectivas de vida. Os dois filhos mais velhos já eram adolescentes, mas havia um menorzinho, temporão que ela adorava e que chamava de "pulguinha".
            Escutei tudo aquilo, dei-lhe bastante carinho e apoio, mas senti que algo faltava ainda.
            Então fui à prateleira de meus livros espíritas, escolhi um condizente com a situação, que falava sobre carma, por que razão as coisas aconteçam de uma forma tão dolorosa para certas pessoas, e dei-o de presente a ela.
            Bem, não mais a vi.
            Passaram-se por volta de uns dois anos, quando, com surpresa recebi uma carta de Marilene.
            Na carta ela me dizia que havia "devorado" o livro, e em seguida foi procurar uma casa espírita pelas redondezas de onde morava, começou a frequentá-la e iniciou os cursos oferecidos por esse Centro. Sua tristeza foi passando, o sorriso voltando e ela conheceu um rapaz e casaram-se. Como não podia mais ter filhos, pois após o nascimento do "pulquinha" havia feito uma laqueadura, adotaram uma menina – que hoje com certeza já é uma moça feita.
            E, me conta do por que estava me escrevendo aquela carta: no Centro que continuou frequentando um determinado dia lhe disseram que alguém havia indicado esse local a ela e que deveria escrever, ou falar com a pessoa para agradecer.
            Chorei muito de felicidade por eles três e de joelhos agradeci a oportunidade de ter feito algo tão precioso apenas com a intuição de que deveria dar a ela "aquele" livro, escolhido entre tantos outros, com minhas mãos guiadas pelos mentores superiores.
            E, eu, que já fazia caridade, comecei a faze-lo mais ainda, o que continua acontecendo até hoje.
            Agora, novamente de joelhos estou agradecendo tudo o que tenho e tudo o que posso fazer e o que ainda farei pelos meus semelhantes...
JONIA RANALI

É IMPORTANTE POR VEZES SER IMPERFEITA...


Vamos pegar alguém, talvez eu mesma para ser piloto de testes. Sou Imperfeita com muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho meu dinheiro, vou ao supermercado, cuido de meus filhos, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, faço cursos - todos a que tiver direito - respondo um monte de e-mails, faço revisões no dentista, cuido de minha saúde com uma alimentação sadia, providencio os consertos domésticos, faço as unhas e leio, leio muito.
Sou ocupada, mas não uma louca. 
E, passo a vocês uma excelente receita - que não é de bolo - mas que fazem milagres:
Precisamos por vezes dizer NÃO a certas pessoas e situação e não sentir culpa nenhuma por isso fazer.
Por que estou dizendo isso?
Pelo motivo de que quando nascemos ninguém nos disse que seríamos, ou teríamos que ser perfeitos, e nem modelos para todas as pessoas.
Nossos pais não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que não chorássemos muito durante as madrugadas e mamássemos direitinho. 
Nós somos, humildemente, uma mulher. 
Precisamos aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, para termos uma vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo. 
Tempo para por vezes não fazer nada. 
Tempo para fazer tudo. 
Tempo para olhar uma loja de discos, livros, ver uma vitrine de roupas e comprar alguma coisa desnecessária. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Tempo para ver novela, por mais babaca que esta seja. Tempo para fazer caridade. Tempo para conhecer outras pessoas e com elas entabular conversa.Tempo para sua ginástica, musculação, yôga, pilates, caminhada, o que preferir. 
Precisamos ser mais simples, sem ligar para a opinião alheia.
A mulher moderna acha que, se não for super, se não for mega, não será valorizada.
Mas, o importante é privilegiar cada pedacinho de si. 
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! 
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. 
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy , mais livre para ir e vir. Mas precisa saber avaliar, separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão fica escrava das circunstâncias. 
Diminuir seu ritmo de vida vai ser ótimo para você. 
Podemos e devemos aprender com coisas mais simples na vida.
Vou contar um fato bem curtinho e real: tenho uma grande amiga desde os tempos de nossos filhos pequenos que possui um grande e adorável apartamento na capital, e que por motivo de reforma no mesmo teve que passar alguns poucos meses no litoral, em uma casa que possui, bem rústica. Quando voltou, surpreendeu-se de como havia vivido com tão pouco, e nada lhe faltou. 
E, aquela enorme reforma no apê, para que. Queria voltar atrás e ficar na casa da praia. 

JONIA RANALI

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012


MACHISMO, OPRESSÃO - TODO OPRESSOR É UM FRACO.

                O homem que se sente forte, nunca precisará oprimir ninguém. Com isso queremos dizer que o machismo é uma prova incontestável da sensação de inferioridade do homem em relação à mulher.
                Existem alguns homens que não conseguem segurar o impulso de rebaixar as mulheres, principalmente sua própria esposa e sempre encontra defeitos no que ela faz ou fala, reclama de tudo e usa pretextos para dizer que a mulher é "burra", que não serve para nada e também dizer desaforos piores.
                E, na hora de dar o dinheiro para as despesas, age da forma mais grosseira possível. Isso acontece dentro do lar, mas alguns deles precisam fazer essas coisas em público, o que humilha muito mais.
                E, se alguém elogiar sua esposa? Aí é que surge uma tendência incontrolável de denegri-la.
                A INVEJA é a emoção mais comum entre os seres humanos.
                A inveja que as mulheres têm dos homens deriva das vantagens sociais e profissionais masculinas, maior liberdade desde cedo; vida sexual sem risco de gravidez, educação e cuidados no sentido do sucesso profissional.
                Mas, com as mudanças ocorridas nos últimos trinta anos, a inveja feminina muito diminuiu, pois as mulheres agora tem sucesso crescente num mundo que até então era só dos homens.
                E, quando percebemos a diminuição da inveja feminina, vemos aumentada a inveja dos homens contra as mulheres. No passado, quando os homens diminuíam e oprimiam as mulheres, podiam realmente achar que eram superiores. Mas, já oprimiam para melhorar sua posição diante delas. Já oprimiam pois as sentiam fracas e precisavam usar suas armas: a força física e o poder econômico.
                TODO OPRESSOR É FRACO. QUEM ESTÁ FORTE E SEGURO NÃO PRECISA OPRIMIR NINGUÉM.
                E por que um homem se sente fraco e vulnerável perante uma mulher?
                Existem muitas causas, pois  estas entram no sentido emocional, mas hoje só iremos analisar uma delas.
                Quando o menino vai se tornando rapaz, toma a consciência de como o corpo feminino o atrai e passa a sentir um grande desejo de se aproximar das moças já formadas e de acariciá-las, mas é com grande tristeza que percebe que esse desejo não é correspondido, pois os olhares das moçoilas estão voltados para rapazes mais velhos, já formados em Faculdades, ou em vias de. A garota sente muito orgulho de tantos olhares, mas não quer saber de nenhum tipo de intimidade.
                Essa é a primeira "dor de cotovelo" do homem. Ele se sente perdedor, por baixo, humilhado, agredido e sente raiva e inveja. E, ele não vai esquecer esse fato e quando puder, vinga-se – em outra pessoa, normalmente em sua própria esposa. É o que chamamos de "uso de suportes".
JONIA RANALI

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

AVÓS – PAIS COM AÇÚCAR


O início de nossa vida adulta está repleto de acontecimentos, como o foco na profissionalização, conseguir um patrimônio, estabelecer uma carreira sólida e na constituição da família. Neste último item reside a maior dúvida: como criar as crianças saudáveis e felizes? 

Aos pais, cabe a responsabilidade pela educação dos filhos e os AVÓS PODEM SER COLABORADORES NESSA TAREFA, DANDO MUITO CARINHO, COMPREENSÃO E "COLO" aos netos, pois terão mais tempo para isso do que os pais. 

Os filhos vão chegando para acompanhar o crescimento do casal no que tange à família, e compartilham o tempo livre dos pais: eles têm sonhos que os incluem, mas estes não são sua única preocupação. 

Os avós já estão com os filhos criados, quase sempre aposentados e podem ajudar com os netos, compartilhando seus dias e sonhos, além de passar muito das experiências que já viveram. Os avós percebem suas próprias falhas na educação dos filhos e procuram compensar com os netos. Sentem que, se foram muito rígidos, ou se não permitiram certas brincadeiras aos filhos, com os netos serão mais condescendentes. 

Os avós levam a fama de "deseducar" os netos, porém isso não acontece quando as crianças sabem em quem reside a autoridade. Por esse motivo, a tarefa educativa deve sempre pertencer aos pais, ficando a cargo dos avós o convívio mais livre e lúdico. 

Hoje, os avós são provedores de festas, viagens e passeios aos netos; por vezes, até ajudam em suas necessidades básicas. Muitos casais se veem com os netos em casa para os criarem, e isso torna sua posição diferente, "algo intermediário entre pais e avós". Quando são somente avós, sua contribuição é valiosa, principalmente no aspecto emocional e afetivo. 

OS INGREDIENTES FUNDAMENTAIS QUE NÃO DEVEM FALTAR NA FAMÍLIA SÃO O RESPEITO E O AMOR, POIS SÃO ELES QUE FORMAM A BASE DE APRENDIZADO E RIQUEZA EMOCIONAL PARA UMA VIDA PLENA E FELIZ.


Jonia Ranali

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Suas mãos

No século XV, numa aldeia perto de Nuremberg vivia uma família pobre com muitos filhos, e dois deles tinham o sonho de serem pintores, mas o pai não tinha condições de enviar os dois para a Academia de Pintura. Os irmãos resolveram tirar a sorte e o que perdesse pagaria os estudos ao outro com seu trabalho nas minas de carvão e depois o vencedor pagaria os estudos ao irmão com a venda de suas obras.

Albrecht ganhou e foi estudar pintura em Nuremberg. E, o outro irmão Albert, foi trabalhar nas minas de carvão, por quatro longos anos, e Albrecht saiu-se muito bem nos estudos e já ganhava com a venda de suas obras, e terminados os estudos voltou à sua aldeia, para agora pagar os estudos do irmão.

E, quando em uma reunião familiar isso foi anunciado, Albert, com os olhos cheios de lágrimas disse que era tarde para ele, pois os anos de trabalho na mina haviam destruído suas mãos: cada osso havia-se partido pelo menos uma vez e a artrite da mão direita não o deixava nem levantar o copo para ao irmão brindar, mas que estava feliz pois suas mãos agora disformes tinham servido para cumprir o sonho do irmão.

Mais de 450 anos passaram-se e as obras de Albrecht Durer podem ser vistas nos museus do mundo inteiro, e para render homenagem às mãos maltratadas do irmão, as desenhou unidas e com os dedos apontando para o céu e essa obra chama-se "Mãos que oram".

E AS SUAS MÃOS? QUE OBRAS VOCÊ CONSTRÓI COM ELAS OU AS MESMAS SÓ DESTROEM?

MÃOS SÃO FEITAS PARA ACARICIAR, PARA ABENÇOR, PARA TRABALHAR, PARA FAZER O BEM.

NUNCA PASSE PERTO DE ALGUÉM QUE LHE É CARO SEM FAZER UM CARINHO NA CABEÇA, NOS OMBROS, ESTAR COM SUAS MÃOS MOSTRANDO SEMPRE O CAMINHO CERTO PARA AS PESSOAS, MÃOS SEMPRE ESTENDIDAS PARA FAZER O BEM, E QUE OS BONITOS GESTOS DE SUAS MÃOS SEJAM ACOMPANHADOS DE MELODIOSAS PALAVRAS DE AFETO, DE ELOGIO, DE INCENTIVO, DE AMOR.

CUMPRA COM A BONITA TAREFA PARA A QUAL SUAS MÃOS FORAM FEITAS.

E, OXALÁ ESTE ARTIGO LHE SIRVA PARA QUE QUANDO SE SENTIR DEMASIADO ORGULHOSO DO QUE FAZ E MUITO SEGURO DE SI MESMO, RECORDE QUE NA VIDA NINGUÉM TRIUNFA SOZINHO.


JONIA RANALI

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Bebês e crianças precisam de muito amor




Muitas mães e pais, e aqui não importa a classe social a que pertencem, não sabem dar amor manifesto a seus filhos. A maioria das pessoas acha que somente supri-los materialmente já é o suficiente. 

Nas classes menos favorecidas da população, isso se deve ao fato de que os pais, além de trabalharem muito, quando chegam em casa ainda encontram trabalhos domésticos para realizar. Em muitos casos, o número de filhos é grande e esses pais têm que se dividir entre eles. 

Por outro lado, nas classes sociais mais privilegiadas, a falta de contato físico ocorre porque os pais preferem deixar os filhos em mãos de babás para poderem se divertir, sair com os amigos, frequentar clubes ou viajar.
Mas o fato é que em todos os níveis sociais existe o que chamamos de falta de instrução emocional. 

O que é instrução emocional? 

Em primeiro lugar, é importante sabermos que ela independe do grau de instrução real, material, que a pessoa possua. Ou seja, instrução emocional não tem nada a ver com estudos, cursos, faculdade, leituras, atualizações em seus setores profissionais e assim por diante. 

Instrução emocional é sabermos, conhecermos e principalmente darmos muito amor aos nossos filhos. E amor não é só sustentar. É abraçar, beijar, pegar ao colo e conversar muito com os rebentos, mesmo quando eles ainda estão na barriga da mãe. É importante dizer a eles o quanto são amados e bem-vindos ao lar. Deve-se contar aos pequenos sobre todos os acontecimentos diários, compartilhando com eles as boas notícias e, quando há algo de ruim, dizer que isso não afeta o amor que se tem por eles, deixando claro que foi só um acontecimento momentâneo, por exemplo. 

Se papais e mamães querem ter filhos, deverão também saber que eles darão trabalho e preocupações. Eles vão dar canseira quando quiserem brincar e os pais estiverem exauridos da correria do dia-a-dia. E também precisarão de cuidados quando estiverem doentes, por exemplo. 

Mamães e papais devem ter muita paciência na hora de alimentar seus filhos. Alimentar não é só colocar um prato de comida na frente deles e dizer para “comer tudo”. Deve-se conversar diariamente sobre o valor de cada alimento para o nosso organismo e ensiná-los a tomar bastante líquido para que não sofram desidratações, pois os pequenos gastam muita energia. Também é importante fazer pratos variados e apetitosos. 

Anna Freud, a filha caçula do criador da Psicanálise, conseguiu fundar várias creches em Viena e, depois, em Londres. Ela fazia diversas experiências com as crianças, anotando tudo, transformando os resultados em arquivos ou até mesmo livros. Descobriu com suas experiências que, com relação à alimentação, se as crianças pudessem escolher entre vários alimentos ao invés de terem de comer os determinados pratos que lhes são impostos, se alimentariam melhor e de forma mais variada. 

E não se esqueçam do que dissemos acima: abracem muito, beijem muito, deem muita atenção, conversem muito e expliquem tudo o que seus tesouros quiserem saber. O que se dá de positivo para bebês e crianças nunca será muito. 
Adoro uma frase que diz: “A medida certa do amor é o amor sem limites”. 

Jonia Ranali

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Pequena digressão em torno da Psicanálise

E sua aplicação em nossas vidas através do Curso Livre de Formação em Psicanálise Online

Um sábio disse um dia: “Não há homens perfeitos neste mundo; só intenções perfeitas”.
Quando Jonia Ranali começou a trabalhar como psicanalista – depois de passar por duas formações em Psicanálise – e acompanhando seu trabalho com as devidas supervisões, rápido deu-se conta de que algo faltava.

A teoria de Freud está perfeita, ela comprovava os trabalhos de Melanie Klein e dos psicanalistas da segunda geração, e seguia os passos de Lacan no que se refere a expandir a Psicanálise, através dos cursos que desde cedo começou a ministrar.

Quando passou por sua análise individual, fez algo que realmente achou muito bom: anotou em totalidade todas as interpretações que lhe foram dadas.

Já no início do seu trabalho, verificou que as mesmas eram precárias e começou a ampliá-las, criando novas conscientizações que lhe traziam um adiantamento considerável ao tratamento de seus pacientes, junto com mais segurança aos mesmos.

Mas, ainda algo faltava, e novamente ela foi atrás, e descobriu em seminários e em leituras mais atuais, junto com a observação de seus pacientes que falavam coisas que não pertenciam à sua infância, a necessidade de com eles trabalhar a vida intrauterina, pois desde a concepção já gravamos emoções.

Daí pra frente não mais parou de fazer experiências que pudessem beneficiar seus pacientes, anotando-as sempre. Surgiu, então, a sua Apostila de Modernas Técnicas Psicanalíticas, que Jonia está transformando em livro, e também um novo livro que por enquanto chama-se “Você consegue mudar o mundo”, no qual ela explica amplamente como mães e pais devem cuidar de seus rebentos desde o momento da comprovação da gravidez, para que sejam bons, honestos, e consigam todas as realizações que seus pais para eles almejam.

Parece utopia, não? Mas funciona.
Como diz Franz Victor Rudio, em seu pequeno livro Introdução ao Projeto da Pesquisa Científica: “Não só o que é comprovado pela ciência faz parte dela, mas também suas pesquisas”.

As pesquisas de Jonia Ranali já são hoje amplamente comprovadas por ela, seus pacientes e, e agora está realizando um sonho: passar tudo isso ao mundo através de um Curso Livre de Formação em Psicanálise Online.
Uma excelente viagem a vocês, dentro dessa atualíssima Psicanálise, através desse Curso.

A lenda das alianças

Esse anel, aliança, surgiu entre os gregos e os romanos, provavelmente vindo de um costume hindu de usar um anel para simbolizar o casamento. Os romanos acreditavam que no quarto dedo da mão esquerda passava uma veia (veia d'amore) que estava diretamente ligada ao coração, costume carregado culturalmente até os dias de hoje.

No início a aliança era tida como um certificado de propriedade da noiva, ou de compra da noiva, indicando que a mesma não estava mais apta a outros pretendentes. A partir do século IX a igreja cristã adotou a aliança como um símbolo de união e fidelidade entre casais cristãos.

Muitas crenças nasceram então, como exemplo o fato de que os escoceses dizem que a mulher que perde a aliança está condenada a perder o marido.

Ampliando conhecimentos através da Psicanálise


O tempo urge, a modernidade toma conta dos espaços vazios, e aqui estamos dentro da necessidade de ampliar os conhecimentos até aqui existentes.
Estamos na era do lixo reciclável, e o mundo nunca esteve tão belo. Existem crimes, assaltos, acidentes, mas sua proporção comparada com as boas coisas que estão sendo introduzidas, é mínima. A nossa sociedade saiu do seu período de latência e desabrochou, conectando, pela globalização que empolga o mundo, o viver de todos os povos, numa aproximação de gentes de hábitos e procedimentos contraditórios. Essa transformação vem colocando em polvorosa o mundo moderno, alterando emoções e vivências.

E, para acompanhar esse delicado processo, necessitamos de novos temas, de novas palestras, de novos conhecimentos através das aulas do nosso Curso Livre de Formação em Psicanálise online, que estamos iniciando e principalmente de algo pelo que o mundo grita: “Quero, preciso, saber o por que de tantas emoções descontroladas, em mim e em outras pessoas”.
A experiência das transformações e da difusão desse conhecimento através de palestras e de nosso Curso acima citado é extremamente enriquecedora. Nosso intuito é alcançar com ele o maior número de pessoas, para respondermos seus questionamentos, e submersos nessas considerações abordamos conceitos os mais diversos que possam sanar suas dúvidas e sede de saber as causas dos misteres da vida.
Como pano de fundo gostaríamos de trazer a vocês uma consideração essencial para o conhecimento do emocional.

Quando André Green – psicanalista frances - foi questionado sobre o que haveria “de novo” para o conhecimento do emocional, respondeu “Freud”. É uma resposta que dá o que pensar, pois Freud foi o criador da Psicanálise, que explica a razão dos nossos problemas emocionais. Essa ciência tem, mais ou menos, 120 anos de existência no mundo e 75 anos, no Brasil.
Faço a ligação da fecunda obra de Freud com o avanço da contemporaneidade na tentativa de explicar o que os seres buscam.

JONIA RANALI

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Ao Dr. João Ranali



Meu pai, João Ranali geralmente começava uma palestra ou discurso com uma lenda concernente ao assunto sobre o qual iria falar.
Um dia, pouco antes de falecer, estávamos na biblioteca dele, com outros familiares, e ele me perguntou quais os livros que eu gostaria de ter, dos dele.

Eu respondi que os de lendas, e sentado na sua poltrona, ele foi me indicando quais eram, pois sabia de cor onde estavam seus livros. Eu me habituei, também quando faço palestras, copiando-o, a começar por uma lenda.

E, no dia em que foi inaugurada a praça em Guarulhos que recebeu o seu nome, pois é a praça onde está localizada a biblioteca que ele fundou, além da Santa Casa de Guarulhos e de outras benfeitorias por ele realizadas, eu proferi o discurso em nome da família, e fiz uma homenagem a ele com a lenda de Eros.
"Eros é o deus grego do Amor e uma das divindades principais da mitologia. E, segundo a lenda ele nasceu ao mesmo tempo que a terra, de um ovo, cujas metades ao se separarem, formaram o céu e a terra.

EROS É A VIRTUDE ATRATIVA QUE LEVA AS COISAS A SE JUNTAREM, CRIANDO A VIDA, O AMOR E A PAZ. É UMA FORÇA FUNDAMENTAL DO MUNDO E ASSEGURA NÃO SÓ A CONTINUIDADE DAS ESPÉCIES, COMO A COESÃO INTERNA DO COSMOS.

Em torno desse tema, autores de cosmogonia, poetas e filósofos tem feito numerosas especulações. Eros era uma força intermediária entre os deuses e os homens, e segundo Platão, o deus do Olimpo, Eros teria nascido de Poros (Recursos) e de Pênia (Pobreza), e a esta origem deve caracteres bem significativos: como sua mãe Pobreza, ele sabe imaginar um meio de chegar a seu alvo, usando os métodos de seu pai Recurso. É uma força sempre em busca de soluções.

Um adendo: quando faleceu meu avô José Ranali, o mesmo deixou nove casinhas em Rincão, onde nasceu meu pai. E, eram nove filhos. Todos da família, que eram sabedores dos dons especiais de meu pai, de tudo conciliar e dar a melhor solução, perguntaram a ele o que fazer. E ele disse que toda a renda dos alugueres ficaria para minha avó e para a tia Maria, a única que não havia se casado e que cuidava dos pais. E, assim foi. Quando uma pessoa sábia dá uma solução justa, todos a aceitam.
Mas, voltando à lenda de Eros, onde aí se enquadra meu pai?
Ele sempre foi um líder familiar e líder como cidadão.

A família sempre girou em torno dele, sem que disso ninguém se apercebesse, dada a sua humildade, que era sua principal característica. Ele dizia que quem "é" não precisa sair por aí contando vantagens.
Ele, como Eros, vagava entre o Céu e a Terra, pois sua espiritualidade está explícita em seus contos. O conto que eu mais gosto é O Xará, no qual um garoto pequeno e pobre fala com Jesus numa clareira.

Meu pai mantinha a coesão familiar e em seu ambiente de trabalho, e estava sempre perseguindo um objetivo: trazer a paz e a harmonia onde estivesse, e para tanto buscava soluções para os conflitos. Quando meu segundo filho Alexandre era pequeno eu estava fazendo lição com ele e ele me perguntou o que era "virtude". Eu expliquei e depois perguntei se ele conhecia alguma pessoa virtuosa. Sem pestanejar, ele respondeu: "Meu vô João".

E hoje, onde você estiver agora, Dr. João Ranali, quero que saiba que tenho muito orgulho de ter sido a sua filha primogênita aqui na terra, e que nossos familiares também se ufanam de te-lo tido por bastante tempo, no topo da direção da família Ranali.
É isso o que tinha a dizer. Tudo muito singelo, rápido, objetivo, simples, mas profundo como meu pai".

Jonia Ranali

MÃE CANGURU


O projeto mãe canguru, implantado em 1994 no IMIP (Instituto Materno Infantil de Pernambuco) conseguiu reduzir o índice de mortalidade na maior maternidade do Recife. O índice caiu de vinte e duas mortes por mil crianças nascidas vivas, para dezesseis em cada mil.
Por meio desse método, os médicos conseguiram ainda reduzir para dezesseis dias a média de permanência da criança no hospital – metade do tempo que um bebê prematuro precisa para deixar a maternidade.
Além da manutenção da temperatura, o método prolonga o tempo de amamentação, amplia o vínculo afetivo e reduz o risco de infecções. O método foi criado em 1979, por pediatras do Instituto Materno Infantil de Bogotá, na Colômbia.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Filmes? Qual a utilidade para uma Formação Livre em Psicanálise?


Estamos iniciando o nosso Curso Livre de Formação em Psicanálise online.
Ele está maravilhoso. Simples, com explicações “já mastigadas” pelos meus quase 30 anos de prática, com técnicas todas por mim desenvolvidas e que estão sendo transformadas de Apostila em Livro.

Ah! E tem outro livro que está em revisão, cujo tema é “Você consegue mudar o mundo” e que quando coloco em palestras, leva as pessoas às lágrimas e ao entendimento do quanto cada uma delas/pessoas/assistentes são importantes para o nosso planeta.

Em quase todas as aulas nós recomendamos um ou mais filmes para vocês estarem assistindo. E qual o motivo disso, se estou dando uma aula mais do que completa sobre o assunto em voga?
Faz um tempinho estive lendo uma reportagem sobre Steven Spielberg, e o repórter lhe perguntou de onde ele tirava temas tão diferentes, e sua resposta foi a mais singela possível: “Das minhas emoções, de dentro de mim”
Pois assim é. Todos os assuntos que abordaremos em nosso Curso Livre são estudos das emoções das pessoas. E, mesmo eu dando completas explicações sobre um assunto determinado, quando você virem “aquilo” colocado numa tela, é como se desse um “clic” e pensarão: “Mas não é que é isso mesmo?”.
Pois então estejam aproveitando essa segunda oportunidade de um aprendizado já fabuloso por si só.

Jonia Ranali

História dos Himalaias



Pai e filho caminhavam em silêncio por uma trilha na montanha. De repente o menino cai, se machuca e grita: 
- Ai !!!
Para sua surpresa, escuta sua voz se repetir em algum lugar da cordilheira:
- Aiiii......
Curioso, pergunta:
- Quem é você?
Recebe uma resposta: 
- Quem é você?
Contrariado, grita:
- Seu covarde!
Escuta:
- Seu covarde!
Grita mais uma vez:
- Seu perdedor!
Escuta:
- Seu perdedor!
Olha para o pai e pergunta, aflito:
- O que é isso?
O homem sorri e fala:
- Meu filho, sente-se aí e preste atenção.
Então, o pai grita em direção à montanha:
- Eu amo você!
Os dois escutam: 
- Eu amo você!
- Eu admiro a sua garra!
A voz responde: 
- Eu admiro a sua garra!
De novo o homem grita:
- Você é um campeão!
A voz responde:
- Você é um campeão!
O menino fica espantado e pergunta:
- Pai, o que é isso?
O homem explica:
- AS PESSOAS CHAMAM ISSO DE ECO, MAS NA VERDADE ISSO É A VIDA. ELA SEMPRE DEVOLVE O QUE VOCÊ LHE DÁ. Não adianta querer mudar as palavras do vento. Mude as palavras que saem do seu coração. Filho, a vida é como um espelho. Não adianta quebrá-lo, quando ele mostra um rosto que você não gosta. Mude o rosto, as suas atitudes e as suas ações, para que a vida seja do jeito que você merece. NOSSA VIDA É SIMPLESMENTE O REFLEXO DAS NOSSAS AÇÕES.
SE VOCÊ QUER MAIS AMOR NO MUNDO, CRIE MAIS AMOR NO SEU CORAÇÃO.
SE VOCÊ QUER MAIS COMPETÊNCIA DA SUA EQUIPE, DESENVOLVA A SUA PRÓPRIA COMPETÊNCIA. O MUNDO É SOMENTE A PROVA DA NOSSA CAPACIDADE.
TANTO NO PLANO PESSOAL QUANTO NO PLANO PROFISSIONAL, A VIDA VAI LHE DAR DE VOLTA O QUE VOCÊ DEU A ELA. SUA EMPRESA É VOCÊ. SUA VIDA NÃO É UMA COINCIDÊNCIA; É CONSEQUÊNCIA DO QUE VOCÊ É. TEM A SUA CARA, É EXATAMENTE DO TAMANHO DA SUA VISÃO DO MUNDO.

sábado, 28 de abril de 2012

“Decifrem-me ou eu os mato”

Rio de Janeiro – Realengo – Wellington – A Psicanálise explica!
Estamos de luto interno pela morte de 12 adolescentes, com idades entre 12 e 15 anos, em Realengo, no Rio de Janeiro.
E todos nós nos perguntamos: “Mas porque?”

A ciência Psicanálise, nova ainda no mundo, nos explica o que vai “na alma”, no emocional de um rapaz de 23 anos para cometer uma barbárie desse tipo.
O que ele sabe, ou não sabe, e só sente inconscientemente é que detesta crianças e adolescentes. “Mas, Deus meu, por quê?” todos perguntam. Não existe coisa mais linda e fofa do que esses tesouros. Mesmo que dêem bastante trabalho aos pais, professores, amigos, colegas e vizinhos.
Ele, Wellington, quer uma resposta para o fato de existirem crianças e adolescentes felizes que tem bons pais ou simplesmente por elas existirem. Ele quer ser único. E como as crianças não sabem lhe dar essa resposta e ele também não pergunta, ele as mata.

Sabem qual o motivo? É simples: todos nós desejamos não ter irmãos, precisamos (emocionalmente) que toda a atenção dos pais esteja para nós voltada. Nada disso tem a ver com a realidade dele, mas somente dentro de seu psiquismo isso se passa. E como ele resolve? Matando alguns deles, como se dessa forma pudesse acabar com crianças e adolescentes e ser o único, o preferido por todos, o reizinho, repito.
Todos nós, no nosso emocional, somos assassinos em potencial por esse motivo. Mas, nossa agressividade está contida pela educação, por nosso superego, por motivos religiosos, e assim por diante.

Mas, de repente quando aflora, como no caso desse rapaz, podemos, e foi o que ele fez, cometer o que chamamos de “chacina familiar”, isto é, matar muitas pessoas que representam psiquicamente a nossa família, ou até a própria família, como aconteceu com Suzane, com aquele rapaz de Batatais, Carlos Faccion com só 24 anos, com a pequena Isabela Nardoni; tem tão pouco tempo, o rapaz que entrou no cinema atirando atabalhoadamente e assim por diante.
Periodicamente temos um desses delinquentes tendo um “surto” e colocando a destrutividade toda para fora, no seu grau mais intenso e brutal.

Também para mim dói.

As pessoas são solitárias porque constroem paredes em vez de pontes

Confira este e outros pensamentos que marcaram a história de sua época e colocaram seus autores no hall da fama!

“As pessoas são solitárias porque constroem paredes em vez de pontes.”
Joseph F. Newton

“Juntamente com as exigências da vida, é o amor o que sempre educa.”
Sigmund Freud

“O conceito de cura dentro do processo psicanalítico veio se modificando e se ampliando de tal modo que hoje não é mais uma terapia indicada para personalidades patológicas ou desajustadas, mas capaz de beneficiar a todos os tipos de pessoas, especialmente as que trabalham em atividades assistenciais, psicológicas e sociais.”
Osvaldo Hamilton Tavares – Procurador de Justiça

“A depressão, como qualquer outra manifestação neurótica, diminui a sensação de energia e virilidade.”
Sigmund Freud

“O rio atinge seus objetivos porque aprendeu a contornar obstáculos”. 
Lao Tse

“Não leve a vida tão a sério, você não vai sair vivo dela”.

Um homem muito rico foi visitar uma ilha onde uma freira trabalhava como voluntária com leprosos. Ele viu aquele quadro e disse para a freira que não faria aquele trabalho por nenhum dinheiro do mundo. Ela olhou para o ricaço e disse: “Eu também não”. Ela era uma voluntária.

“A imaginação é o único motor que Deus deu ao homem. O sonho é realidade para os realizadores”.
Henry Ford

“Antes de desistir, consulte um perito”.
Napoleon Hill

“Toda a realização, toda a riqueza ganha, tem seu início numa ideia”.
Napoleon Hill

“Uma flor que nasce na adversidade é a mais bela de todas.”
Autor desconhecido

“Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que outra pessoa morra”.
William Shakespeare

Realengo traz Suzane Richthofen de volta

Pois é, infelizmente essas coisas acontecem muito comumente: Wellington, Realengo, assassinato de doze crianças, Suzane, morte dos pais dela. E, muitas pessoas tem perguntado sobre Suzane e fazendo comparações: Wellington pelo menos assumiu tudo o que fez, deixou documentos explicativos, e Suzane? Ela foi uma das autoras do assassinato de seus pais, com apenas 19 anos. Não é tão incomum como muitos imaginam coisas desse tipo acontecerem.

Os jovens não sabem, emocionalmente, lidar com os limites e com as frustrações. É uma situação em que a pessoa é dominada pelos seus desejos, e a sociedade que estimula a satisfação imediata das satisfações é sua parceira. Vivemos para satisfazer nossos desejos. É consumismo material e psíquico.

Suzane disse que ajudada pelo namorado, matou por amor, pois os pais não gostavam do namorado desta e eram contra a relação de ambos. E, a jovem não sabendo se saindo de casa conseguiria ter o mesmo padrão de vida, resolveu assassinar os pais. É sempre a imaturidade emocional, que faz com que moças-mulheres façam birra como crianças que querem, por que querem um brinquedo, sem saberem se os pais o podem dá-lo. Esses jovens agem com a irresponsabilidade de uma criança, mas com o cérebro de um adulto e toda a falta de indulgência destes.

Na atualidade temos nos defrontado com a dificuldade dos professores de colocarem limites nas suas aulas, com a arrogância e com o desrespeito dos jovens, uso de drogas, álcool. E, em reuniões de escola percebe-se esse padrão: os pais acham que a escola é que tem que fazer o papel da educação e não eles. Esses pais também não amadureceram, pois como psicanalista posso lhes garantir que sem um tratamento psicanalítico, as pessoas não amadurecem mais do que cinco anos de idade, no máximo.

E, crianças e adolescentes ficam “órfãos de educação e de bom senso”, e Suzane não soube aguentar a intolerância de frustrações e limites. Teria sido melhor se Suzane saísse de casa, enfrentando a vida com todos os limites que esta nova situação lhe imporia. Estaria crescendo e se enriquecendo por dentro. Ou aceito o que seus pais diziam e ter analisado melhor a situação. Ela age como uma criança indefesa ao precisar da aprovação dos pais e como adulta impiedosa ao planejar o assassinato.

É uma pena que os pais não saibam lidar com determinadas situações: por vezes não conseguem “mesmo”, mas boas conversas, muito carinho, muito conhecimento do emocional, a procura de ajuda com especialistas, faz toda a diferença.

A tecnologia atual, com todas as suas consequências, também é uma ótima amiga dessas crianças e adolescentes que crescem alienados do mundo de pensar, de sentir, de buscar ajuda com os mais velhos e experientes. Não conseguem mais parar quietos e focados num só tema. São muitos estímulos ao mesmo tempo.

A sociedade atual está muito presa no ter e deixou de lado o saber: saber conter, saber conversar, saber analisar, saber discernir, saber se é hora.
Isso sempre existiu na humanidade, apenas agora tem mais peso por causa da divulgação pela imprensa falada, escrita, televisada.

Aprendam Psicanálise e não acreditarão no número e na qualidade das informações que serão obtidas.