Instituto Jonia Ranali

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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Bebês e crianças precisam de muito amor




Muitas mães e pais, e aqui não importa a classe social a que pertencem, não sabem dar amor manifesto a seus filhos. A maioria das pessoas acha que somente supri-los materialmente já é o suficiente. 

Nas classes menos favorecidas da população, isso se deve ao fato de que os pais, além de trabalharem muito, quando chegam em casa ainda encontram trabalhos domésticos para realizar. Em muitos casos, o número de filhos é grande e esses pais têm que se dividir entre eles. 

Por outro lado, nas classes sociais mais privilegiadas, a falta de contato físico ocorre porque os pais preferem deixar os filhos em mãos de babás para poderem se divertir, sair com os amigos, frequentar clubes ou viajar.
Mas o fato é que em todos os níveis sociais existe o que chamamos de falta de instrução emocional. 

O que é instrução emocional? 

Em primeiro lugar, é importante sabermos que ela independe do grau de instrução real, material, que a pessoa possua. Ou seja, instrução emocional não tem nada a ver com estudos, cursos, faculdade, leituras, atualizações em seus setores profissionais e assim por diante. 

Instrução emocional é sabermos, conhecermos e principalmente darmos muito amor aos nossos filhos. E amor não é só sustentar. É abraçar, beijar, pegar ao colo e conversar muito com os rebentos, mesmo quando eles ainda estão na barriga da mãe. É importante dizer a eles o quanto são amados e bem-vindos ao lar. Deve-se contar aos pequenos sobre todos os acontecimentos diários, compartilhando com eles as boas notícias e, quando há algo de ruim, dizer que isso não afeta o amor que se tem por eles, deixando claro que foi só um acontecimento momentâneo, por exemplo. 

Se papais e mamães querem ter filhos, deverão também saber que eles darão trabalho e preocupações. Eles vão dar canseira quando quiserem brincar e os pais estiverem exauridos da correria do dia-a-dia. E também precisarão de cuidados quando estiverem doentes, por exemplo. 

Mamães e papais devem ter muita paciência na hora de alimentar seus filhos. Alimentar não é só colocar um prato de comida na frente deles e dizer para “comer tudo”. Deve-se conversar diariamente sobre o valor de cada alimento para o nosso organismo e ensiná-los a tomar bastante líquido para que não sofram desidratações, pois os pequenos gastam muita energia. Também é importante fazer pratos variados e apetitosos. 

Anna Freud, a filha caçula do criador da Psicanálise, conseguiu fundar várias creches em Viena e, depois, em Londres. Ela fazia diversas experiências com as crianças, anotando tudo, transformando os resultados em arquivos ou até mesmo livros. Descobriu com suas experiências que, com relação à alimentação, se as crianças pudessem escolher entre vários alimentos ao invés de terem de comer os determinados pratos que lhes são impostos, se alimentariam melhor e de forma mais variada. 

E não se esqueçam do que dissemos acima: abracem muito, beijem muito, deem muita atenção, conversem muito e expliquem tudo o que seus tesouros quiserem saber. O que se dá de positivo para bebês e crianças nunca será muito. 
Adoro uma frase que diz: “A medida certa do amor é o amor sem limites”. 

Jonia Ranali