Instituto Jonia Ranali

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sábado, 29 de dezembro de 2012

IMATURIDADE ACABA COM QUALQUER CASAMENTO


VOCÊ SABIA QUE A PSICANÁLISE RESOLVE?
O casamento é uma meta que todas as pessoas almejam. Mas, na atualidade com a primeira frustração em relação à pessoa amada, os casais partem para a separação, e se se unirem novamente, repetirão as mesmas falhas, e as frustrações irão ficando cada vez maiores.
O principal fator que precipita esses acontecimentos é o fato de que nossos pais – na maioria das vezes fantasiosamente nos frustram em algumas ou muitas coisas. Mas, geralmente isso acontece dentro do processo da educação e nós tendemos a confundir tudo. Crescemos, casamos e quando se repetem as frustrações com nossos cônjuges, é como se elas batessem naquela tecla inicial, e um acontecimento que poderia ser superficial ou periférico e uma boa conversa "entre adultos" resolveria, por causa das frustrações infantis ficam tremendamente potencializadas pelo passado.
O IDEAL SERIA RESOLVER ESSES RELACIONAMENTOS INFANTIS, E ESSE É O GRANDE CAMPO DE ATUAÇÃO DA PSICANÁLISE (MINHA PAIXÃO): solucionar as causas para que não tenhamos mais problemas atuais.
O MUNDO ATUAL, MUITO COMPETITIVO, LEVA-NOS A FRUSTRAÇÕES EXCESSIVAS E AS PESSOAS QUE MAIS SOBRECARREGAMOS, SÃO AS MAIS PRÓXIMAS, COMEÇANDO PELOS CÔNJUGES. Tendemos a esperar que estes satisfaçam nossas expectativas de realizações, como se eles pudessem preencher nossos vazios, buracos, depressões que são oriundos de nossa infância.
Costume dizer que se quisermos ir para a frente e triunfarmos, temos que voltar a infância e resolver o que lá ficou.
Mas, existem alguns truquezinhos que podemos usar para os relacionamentos não acabarem.
Um deles é que cada um dos cônjuges tenha atividade no trabalho ou em seu lazer, extremamente prazerosas, e assim sendo ficam mais tolerantes, menos exigentes e usufruem o que há de bom na união. Pessoas realizadas profissionalmente são, em geral, dóceis e pacientes.
O segundo "truque" são os hobbies. Algo que nos satisfaz muito são coisas ligadas ao nosso físico: ginástica localizada, jogo de futebol, vôlei, yôga, caminhadas, andar de bicicleta.
É muito importante tomarmos um bom cuidado com a parte alimentar, pois quando estamos satisfeitos com nossos corpos, quando nos admiramos e nos respeitamos, sem exageros, já estamos com mais de meio caminho andado para sermos compreensivos, tolerantes e bons ouvintes com nossos cônjuges, e poderemos incentivá-los a fazer o mesmo que nós, pois não estaremos depositando neles as nossas expectativas de realização, e OS CÔNJUGES TORNAN-SE MAIS MADUROS E TOLERANTES COM AS LIMITAÇÕES DO OUTRO E AS NECESSIDADES DE COLOCAREM NO OUTRO SUAS EXPECTATIVAS DE REALIZAÇÕES FICAM BEM REDUZIDAS.

JONIA RANALI

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

MUSSOLINI, FASCISMO E HOMOSSEXUALIDADE

Mussolini, ex-agitador revolucionário, fundou seu partido fascista em 1919, recrutando oficiais que voltavam da primeira guerra mundial, e que eram impacientes, audaciosos e violentos. Eles não discutiam com os oponentes, assassinavam-nos. Incendiavam cooperativas e sindicatos, atacavam comícios adversários com granadas e circulavam ameaçadores em gangues de automóveis e caminhões.

Mussolini tornou-se o homem mais popular da Itália.
O fascismo foi um movimento basicamente teatral e retórico, arrastando multidões para a cerimônia entusiástica de ódio e poder.


FORAM TAMBÉM ESSENCIALMENTE MACHISTAS, IMPREGNADOS, PORTANTO DE UM FUNDO HOMOSSEXUAL INCONSCIENTE. NELES, O CULTO DA DISCIPLINA, DA VIOLÊNCIA E DA CAMARADAGEM MASCULINA, ASSOCIAVA-SE AO RELEGAMENTO DA MULHER AO PAPEL DE REPRODUTORA E "DESCANSO DO GUERREIRO".
Esse viés homossexual latente, não percebido conscientemente, transformava-se, por isso mesmo, num ódio irracional e pânico aos homossexuais.


O ódio ao homossexual e o desprezo pela mulher – mascarado sob a forma de respeito à mãe e à esposa – eram, entretanto algo muito mais profundo do que opiniões políticas. Trata-se de emoções generalizadas na sociedade que os fascistas exploraram como exploraram o anti-semitismo – notando-se que o judeu também era apresentado como sexualmente corrupto e corruptor.


ESSAS EMOÇÕES NÃO MORRERAM COM A MORTE DAS ORGANIZAÇÕES FASCISTAS, SOBREVIVERAM À NOSSA VOLTA, ESPERANDO SÓ OPORTUNIDADE DE SE MANIFESTAR.
Em abril de 1945, o exército guerrilheiro anti-fascista, os "PARTIGIANI" desceram das montanhas, expulsando para sempre os alemães e os fascistas.


Mussolini, fuzilado, foi pendurado pelos pés num posto de gasolina em Milão. E, entre a multidão enfurecida que cuspia em seu cadáver havia, com certeza, gente que em 9 de maio de 1938 o aplaudira com o coração batendo triunfalmente no peito.


JONIA RANALI

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

PROBLEMAS DE AJUSTAMENTO ENTRE CÔNJUGES



         O problema da idade ideal para o casamento é muito influenciado por fatores sócio culturais, pelas necessidades psico emocionais dos parceiros, exercício profissional, falta de responsabilidade,  autonomia, e posição social entre outros.
         Muitos pensam em casamento "por que chegou a hora", "por que todos casam", e antes havia similaridades entre os casais, como tendência para casamento entre pessoas da mesma religião, raça e classe sócio cultural.
         Mas, o tempo passou e tudo se modificou, acarretando uma violenta transição nos costumes sociais e as pessoas passaram a orientar-se por sentimentos e caprichos na escolha dos cônjuges, relegando as considerações de bom senso para um segundo plano e está havendo uma deliberada inclinação à união de indivíduos díspares: na origem, no status, no nível cultural e social, na inteligência e nas necessidades psico emocionais. E, hoje, por conta disso dificilmente encontramos um casamento bem sucedido, com cônjuges capacitados e um ajustamento eficiente, dotados de boa comunicação, conscientes de suas responsabilidades e preparados para enfrentar os obstáculos naturais de uma estrutura familiar.
         Mas, mesmo assim, maridos e mulheres tendem, com o tempo à similaridade de seus valores e existe hoje um sentimento de colaboração conjugal cada vez maior e seus traços de personalidade tendem a uma comparativa semelhança, com o passar dos anos, notando-se ainda que se estabelece um certo clima de respeito pelas tendências diversas que cada cônjuge apresenta.
         Problemas sexuais na vida conjugal são muito mais frequentes do que se imagina: maridos mais calmos e estáveis tem muita dificuldade de aceitar esposas mais ativas e mais exigentes. Por seu lado, esposas mais sociáveis e mais ativas afetivamente criam problemas com seus esposos mais retraídos socialmente.
         E, também são criados problemas pelas semelhanças nos traços característicos da personalidade: maridos e mulheres igualmente dominantes, igualmente egoístas, igualmente submissos.
         Homens e mulheres casados tendem a tornar-se na vida conjugal aquilo que desejariam ser e procuram aplicar um no outro, o mesmo critério.
         Existem tendências diversas em homens e mulheres, pois os primeiros são mais fortes fisicamente, sexualmente mais impulsivos e agressivos, tem mais valores econômicos e científicos, sendo, em geral mais dominantes e prepotentes em seus relacionamentos; e as mulheres são mais emotivas, tem mais valores artísticos, religiosos e morais e são mais cordiais e dedicadas em seus afetos e relacionamentos.
         APESAR DISSO, O CASAMENTO REPRESENTA UMA SÉRIE DE ADAPTAÇÕES QUE, EM POUCOS CASOS, REALIZAM INTEIRAMENTE O SONHO CONJUGAL.
         E, na maioria das vezes acabamos sendo aquilo que os outros esperam de nós: a família, o cônjuge, a sociedade, o sistema, etc., por que se assim não fizermos teremos que enfrentar as penalidades correspondentes.
         Ainda algo sobre o estado emocional do cônjuge: encontramos com frequência cônjuges vítimas de fobias, depressões, síndrome do pânico e geralmente o cônjuge mais sadio tem dificuldades de aceitação, havendo mesmo tentativa de ocultar o problema dos vizinhos, amigos e familiares, e por esse motivo esses problemas permanecem sem tratamento, até se tornarem evidentes e incontroláveis.
         Bem, esse é só um pequeno ensaio sobre problemas de relacionamentos e ajustamentos entre cônjuges.

JONIA RANALI

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Importante: PASSAR UM TERÇO DA VIDA DORMINDO



         É muito importante as horas que passamos dormindo e as imagens elaboradas nesse período, para o equilíbrio humano.
         Embora poucos se lembrem ao acordar, todos sonhamos. Isto por que o sonho representa a possibilidade de realizarmos um desejo, que aparece deformado, sem sentido aparente. O sonho é apenas a manifestação alterada de uma realidade vivida pela pessoa, desde sua vida intrauterina, e ninguém, nem o próprio sonhador consegue decifrar o sentido daquelas imagens, sem um trabalho de livre verbalização, que a Psicanálise usa.
         O sonho é a exteriorização mais verossímil do inconsciente. E, as pessoas experimentam em sonhos as mais fortes sensações de amor, sexo, ódio e medo.
         Geralmente sonhamos de noventa em noventa minutos após adormecer. O primeiro sonho da noite dura 10 minutos, ampliando lentamente essa duração nas fases seguintes, chegando até quarenta minutos.  As pessoas com depressão tendem a sonhar menos.
         Não só o sonho é vital, como as horas em que dormimos profundamente, chamadas de sono reparador, são fundamentais para o equilíbrio do ser humano.
         O sono se divide em cinco fases distintas: adormecimento, sono leve, duas fases de sono profundo e uma de sono paradoxal, que é o sonho. E, é nas etapas de SONO PROFUNDO QUE O ORGANISMO REALIZA O TRABALHO DE SÍNTESE DAS PROTEÍNAS.  Se a criança não atingir essa fase, poderá sofrer de nanismo – interrupção ou redução do crescimento – e, nos adultos, a consequência é a fadiga constante, e isso é muito comum com os alcoólatras, pois o álcool inibe o sono profundo, causando o cansaço.
         De nada vale também dormir o dia todo para compensar a noite, nem "varar" a noite estudando para a prova do dia seguinte, pois essas trocas são perigosas e prejudicam o organismo.
         O homem não é uma máquina e quando ele rompe as barreiras impostas pelo meio ambiente, sua saúde sofre. Os vigias noturnos e pessoas que substituem o dia pela noite tem 50% a mais de probabilidade de problemas cardíacos. E as tripulações de voos internacionais que trocam constantemente de fuso horário, têm 200% a mais de possibilidades de adquirirem úlcera estomacal.
         Pessoas que dormem mais tem temperamento artístico e quem dorme menos tende a ser mais ativo e enérgico.
         Mas, não há qualquer lei rígida sobre as horas de sono necessário:  uma criança recém-nascida dorme em média 17 horas;  aos 60 e 65 anos são suficientes cinco a seis horas.
         Os adultos em geral, consomem oito horas de seu dia dormindo, o que não significa que quem dispenda seis ou dez horas nessa atividade seja anormal.

JONIA RANALI

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Por que a gente faz tanta fofoca?


                             
Hoje em dia falar mal de vida alheia chama-se fofoca, mas há algumas décadas era "maledicência", algo muito sério.           
Existe uma antiga história, que por vezes é contada de maneira diferente, mas vamos vê-la como tradicionalmente está descrita: Uma senhora, ao confessar os pecados ao padre, contou de suas maledicências, e como penitência teve que subir à torre da igreja e, de lá, esvaziar um travesseiro cheio de penas.           
A senhora fez o combinado e depois voltou ao padre que lhe aplicou a segunda parte da penitência: recolher todas as penas que havia espalhado pela cidade. E, ela protestou: era impossível obedecer.           
O padre lhe explicou, então, que também seria impossível "recolher" as consequências do que ela havia dito de forma fútil.         
Os nossos impulsos, independentemente de surtirem resultados positivos ou negativos, são normais, mas um dos impulsos inconscientes, que mais se realizam na fofoca, é a inveja. Podemos destruir, com ela a reputação de outra pessoa. Trocando inconfidências, ela satisfaz sua inveja, mas VOCÊ NÃO CRESCE. E qual é o nosso propósito maior neste planeta? CRESCER emocionalmente, espiritualmente...        
 Mas, por que se faz fofoca? Para satisfazer desejos reprimidos inconscientes: a própria inveja, a agressividade, o afeto e outros. E, no caso da agressividade ao invés de assumir que está com raiva, agredir a outra pessoa, e depois tentar conversar para se entenderem, a agressividade sai através da fofoca. Com isso o ser perde a oportunidade de crescer, desperdiçando a energia positiva da agressividade, que quando canalizada transforma-se em produtividade para si e para os semelhantes, e ainda destrói a reputação alheia.           
E, a história da Raposa e as Uvas é um bom exemplo do desejo afetivo reprimido: a raposa tentava alcançar as belas uvas, e sem consegui-lo, afasta-se, dizendo: "Estão verdes". Mas em seguida ao cair uma folha, ela se volta ansiosa. Da mesma forma, a fofoca pode ser a manifestação da uva verde: como não tenho acesso aquilo que desejo, finjo não me interessar por ele. Mas, passo a menosprezá-lo através da fofoca, perdendo a chance de lutar pelo que quero.       
A fofoca, teoricamente falando, é um relaxamento do superego, que é a nossa censura interior – parte moral – que permite que a maledicência deixe de ser considera uma coisa muito séria. E ela também tornou socialmente aceita a necessidade que certas pessoas tem de satisfazer impulsos inconscientes profundamente destrutivos.          
Também existem fofocas nos meios de comunicação.
E, como existem... Os meios de comunicação podem divulgar uma falsa notícia, como a de que o presidente vai ser operado. A bolsa cai sete pontos. Será que a fofoca não foi criada para quem pretendia lucrar alguns milhões? Esse tipo de notícia plantada prejudica os investimentos da bolsa e o desenvolvimento do país.        
   Existe ainda o caso de uma pessoa que ao ouvir um elogio a uma moça bonita, logo diz: "Pudera..." e na cabeça do outro fica a pergunta: "Pudera o que"? A moça bonita que havia despertado o elogio, tem reputação maculada, enquanto o fofoqueiro só satisfaz a sua inveja.           
Como a inveja pode ser corrigida? Aprendendo, como aqui explico, que a inveja é um ato de satisfação dos desejos inconscientes (reprimidos), e depois olhando para dentro de si mesmo e verificando qual o impulso reprimido que se está satisfazendo. E, saber que virando as costas, você, como todos os ausentes, também será alvo das fofocas.

JONIA RANALI – Psicanalista, docente em Psicanálise, Hipnoterapeuta.

Certo dia adentrou na loja uma certa "senhora bastante obesa", e de cara a minha amiga pensou que não tinha nada na loja na numeração dela. Se sentiu apreensiva e constrangida naquela situação, vendo a senhora percorrer as araras em busca de algo que minha amiga sabia que ela não encontraria.
Ficou angustiada, porque não queria que a senhora se sentisse mal pelo tamanho das peças de roupas, se sentindo excluída e fazendo a questão sobre o seu sobrepeso vir à tona de forma implícita.
A senhora se dirigiu à minha atendente e disse :
“É... não tem nada grande, não é?
E a minha amiga, sem até aquele momento saber o que diria, simplesmente abriu os braços de uma ponta a outra e lhe respondeu:
“Quem disse??? Claro que tem!! Olha só o tamanho desse abraço! - E a abraçou com muito carinho.
A senhora então se entregou àquele abraço acolhedor e deixou-se tomar pelas lágrimas exclamando:“Há quanto tempo que ninguém me dava um abraço.”
E chorando, tal qual uma criança a procura de um colo, lhe disse:“Não encontrei o que vim buscar, mas encontrei muito mais do que procurava".
E naquele momento, através dos braços calorosos de minha amiga, Deus afagou a alma daquela criatura, tão carente de amor e de carinho.
Quantas almas não se encontram também tão necessitadas de um simples abraço, de uma palavra de carinho, de um gesto de amor.
SERÁ QUE DENTRO DE NÓS, SE PROCURARMOS NO NOSSO BAÚ, LÁ NAS PRATELEIRAS DA NOSSA ALMA, NO ESTOQUE DO NOSSO CORAÇÃO, TAMBÉM NÃO ACHAREMOS ALGO “GRANDE” QUE SIRVA PARA ALGUÉM?

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012


FAÇA, MAS "FAÇA MESMO" – VALE A PENA
UMA EXPERIÊNCIA PARTICULAR E REAL

            Tem alguns anos, quando eu era bem jovem e estava na fase de filhos muito pequenos, trabalhava num Centro Espírita chamado "Razin". Estava desenvolvendo o meu trabalho nesse local e lia muito a respeito de espiritismo, pois fazia Evangelhos antes dos trabalhos de passes, e por esse motivo possuía muitos livros espíritas.
            Meu então marido – hoje estou divorciada – tinha ido há dias atrás para o Rio de Janeiro com o pai, pois uma prima dele havia perdido o marido e os três filhos do casal em um acidente, quando o carro em que estavam pegou fogo na estrada e os quatro morreram carbonizados.

            Estávamos perto do Natal e um dia eu estava no quintal brincando com meus filhotes e chegou a Marilene – a prima dele que havia sofrido aquele infortúnio - com o pai dela para nos visitar. Trouxe presentes para as minhas crianças. Eu não a conhecia. Mas que moça linda. Bem alta, corpo como se diz hoje "sarado", loira e com encantadores olhos claros.
            Essa gatinha havia perdido a mãe há meses atrás e agora só restavam ela e o pai no Rio de Janeiro. Vieram ver todo o resto da família que morava aqui em São Paulo.
            Conversamos muito, ela me contou de todo o acontecido, estava desesperada  e sem perspectivas de vida. Os dois filhos mais velhos já eram adolescentes, mas havia um menorzinho, temporão que ela adorava e que chamava de "pulguinha".
            Escutei tudo aquilo, dei-lhe bastante carinho e apoio, mas senti que algo faltava ainda.
            Então fui à prateleira de meus livros espíritas, escolhi um condizente com a situação, que falava sobre carma, por que razão as coisas aconteçam de uma forma tão dolorosa para certas pessoas, e dei-o de presente a ela.
            Bem, não mais a vi.
            Passaram-se por volta de uns dois anos, quando, com surpresa recebi uma carta de Marilene.
            Na carta ela me dizia que havia "devorado" o livro, e em seguida foi procurar uma casa espírita pelas redondezas de onde morava, começou a frequentá-la e iniciou os cursos oferecidos por esse Centro. Sua tristeza foi passando, o sorriso voltando e ela conheceu um rapaz e casaram-se. Como não podia mais ter filhos, pois após o nascimento do "pulquinha" havia feito uma laqueadura, adotaram uma menina – que hoje com certeza já é uma moça feita.
            E, me conta do por que estava me escrevendo aquela carta: no Centro que continuou frequentando um determinado dia lhe disseram que alguém havia indicado esse local a ela e que deveria escrever, ou falar com a pessoa para agradecer.
            Chorei muito de felicidade por eles três e de joelhos agradeci a oportunidade de ter feito algo tão precioso apenas com a intuição de que deveria dar a ela "aquele" livro, escolhido entre tantos outros, com minhas mãos guiadas pelos mentores superiores.
            E, eu, que já fazia caridade, comecei a faze-lo mais ainda, o que continua acontecendo até hoje.
            Agora, novamente de joelhos estou agradecendo tudo o que tenho e tudo o que posso fazer e o que ainda farei pelos meus semelhantes...
JONIA RANALI

É IMPORTANTE POR VEZES SER IMPERFEITA...


Vamos pegar alguém, talvez eu mesma para ser piloto de testes. Sou Imperfeita com muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho meu dinheiro, vou ao supermercado, cuido de meus filhos, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, faço cursos - todos a que tiver direito - respondo um monte de e-mails, faço revisões no dentista, cuido de minha saúde com uma alimentação sadia, providencio os consertos domésticos, faço as unhas e leio, leio muito.
Sou ocupada, mas não uma louca. 
E, passo a vocês uma excelente receita - que não é de bolo - mas que fazem milagres:
Precisamos por vezes dizer NÃO a certas pessoas e situação e não sentir culpa nenhuma por isso fazer.
Por que estou dizendo isso?
Pelo motivo de que quando nascemos ninguém nos disse que seríamos, ou teríamos que ser perfeitos, e nem modelos para todas as pessoas.
Nossos pais não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que não chorássemos muito durante as madrugadas e mamássemos direitinho. 
Nós somos, humildemente, uma mulher. 
Precisamos aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, para termos uma vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo. 
Tempo para por vezes não fazer nada. 
Tempo para fazer tudo. 
Tempo para olhar uma loja de discos, livros, ver uma vitrine de roupas e comprar alguma coisa desnecessária. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Tempo para ver novela, por mais babaca que esta seja. Tempo para fazer caridade. Tempo para conhecer outras pessoas e com elas entabular conversa.Tempo para sua ginástica, musculação, yôga, pilates, caminhada, o que preferir. 
Precisamos ser mais simples, sem ligar para a opinião alheia.
A mulher moderna acha que, se não for super, se não for mega, não será valorizada.
Mas, o importante é privilegiar cada pedacinho de si. 
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! 
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. 
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy , mais livre para ir e vir. Mas precisa saber avaliar, separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão fica escrava das circunstâncias. 
Diminuir seu ritmo de vida vai ser ótimo para você. 
Podemos e devemos aprender com coisas mais simples na vida.
Vou contar um fato bem curtinho e real: tenho uma grande amiga desde os tempos de nossos filhos pequenos que possui um grande e adorável apartamento na capital, e que por motivo de reforma no mesmo teve que passar alguns poucos meses no litoral, em uma casa que possui, bem rústica. Quando voltou, surpreendeu-se de como havia vivido com tão pouco, e nada lhe faltou. 
E, aquela enorme reforma no apê, para que. Queria voltar atrás e ficar na casa da praia. 

JONIA RANALI

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012


MACHISMO, OPRESSÃO - TODO OPRESSOR É UM FRACO.

                O homem que se sente forte, nunca precisará oprimir ninguém. Com isso queremos dizer que o machismo é uma prova incontestável da sensação de inferioridade do homem em relação à mulher.
                Existem alguns homens que não conseguem segurar o impulso de rebaixar as mulheres, principalmente sua própria esposa e sempre encontra defeitos no que ela faz ou fala, reclama de tudo e usa pretextos para dizer que a mulher é "burra", que não serve para nada e também dizer desaforos piores.
                E, na hora de dar o dinheiro para as despesas, age da forma mais grosseira possível. Isso acontece dentro do lar, mas alguns deles precisam fazer essas coisas em público, o que humilha muito mais.
                E, se alguém elogiar sua esposa? Aí é que surge uma tendência incontrolável de denegri-la.
                A INVEJA é a emoção mais comum entre os seres humanos.
                A inveja que as mulheres têm dos homens deriva das vantagens sociais e profissionais masculinas, maior liberdade desde cedo; vida sexual sem risco de gravidez, educação e cuidados no sentido do sucesso profissional.
                Mas, com as mudanças ocorridas nos últimos trinta anos, a inveja feminina muito diminuiu, pois as mulheres agora tem sucesso crescente num mundo que até então era só dos homens.
                E, quando percebemos a diminuição da inveja feminina, vemos aumentada a inveja dos homens contra as mulheres. No passado, quando os homens diminuíam e oprimiam as mulheres, podiam realmente achar que eram superiores. Mas, já oprimiam para melhorar sua posição diante delas. Já oprimiam pois as sentiam fracas e precisavam usar suas armas: a força física e o poder econômico.
                TODO OPRESSOR É FRACO. QUEM ESTÁ FORTE E SEGURO NÃO PRECISA OPRIMIR NINGUÉM.
                E por que um homem se sente fraco e vulnerável perante uma mulher?
                Existem muitas causas, pois  estas entram no sentido emocional, mas hoje só iremos analisar uma delas.
                Quando o menino vai se tornando rapaz, toma a consciência de como o corpo feminino o atrai e passa a sentir um grande desejo de se aproximar das moças já formadas e de acariciá-las, mas é com grande tristeza que percebe que esse desejo não é correspondido, pois os olhares das moçoilas estão voltados para rapazes mais velhos, já formados em Faculdades, ou em vias de. A garota sente muito orgulho de tantos olhares, mas não quer saber de nenhum tipo de intimidade.
                Essa é a primeira "dor de cotovelo" do homem. Ele se sente perdedor, por baixo, humilhado, agredido e sente raiva e inveja. E, ele não vai esquecer esse fato e quando puder, vinga-se – em outra pessoa, normalmente em sua própria esposa. É o que chamamos de "uso de suportes".
JONIA RANALI

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

AVÓS – PAIS COM AÇÚCAR


O início de nossa vida adulta está repleto de acontecimentos, como o foco na profissionalização, conseguir um patrimônio, estabelecer uma carreira sólida e na constituição da família. Neste último item reside a maior dúvida: como criar as crianças saudáveis e felizes? 

Aos pais, cabe a responsabilidade pela educação dos filhos e os AVÓS PODEM SER COLABORADORES NESSA TAREFA, DANDO MUITO CARINHO, COMPREENSÃO E "COLO" aos netos, pois terão mais tempo para isso do que os pais. 

Os filhos vão chegando para acompanhar o crescimento do casal no que tange à família, e compartilham o tempo livre dos pais: eles têm sonhos que os incluem, mas estes não são sua única preocupação. 

Os avós já estão com os filhos criados, quase sempre aposentados e podem ajudar com os netos, compartilhando seus dias e sonhos, além de passar muito das experiências que já viveram. Os avós percebem suas próprias falhas na educação dos filhos e procuram compensar com os netos. Sentem que, se foram muito rígidos, ou se não permitiram certas brincadeiras aos filhos, com os netos serão mais condescendentes. 

Os avós levam a fama de "deseducar" os netos, porém isso não acontece quando as crianças sabem em quem reside a autoridade. Por esse motivo, a tarefa educativa deve sempre pertencer aos pais, ficando a cargo dos avós o convívio mais livre e lúdico. 

Hoje, os avós são provedores de festas, viagens e passeios aos netos; por vezes, até ajudam em suas necessidades básicas. Muitos casais se veem com os netos em casa para os criarem, e isso torna sua posição diferente, "algo intermediário entre pais e avós". Quando são somente avós, sua contribuição é valiosa, principalmente no aspecto emocional e afetivo. 

OS INGREDIENTES FUNDAMENTAIS QUE NÃO DEVEM FALTAR NA FAMÍLIA SÃO O RESPEITO E O AMOR, POIS SÃO ELES QUE FORMAM A BASE DE APRENDIZADO E RIQUEZA EMOCIONAL PARA UMA VIDA PLENA E FELIZ.


Jonia Ranali